Um ano se passou após o primeiro caso de COVID-19 em Cabo Verde

Governo organiza Mesa Redonda “Um ano de pandemia da COVID 19 em Cabo Verde lições, desafios e perspetivas”

Há um ano a história da saúde pública e tudo que à pademia se associada,  ficou marcada, em Cabo Verde. Há precisamente um ano Cabo Verde registava o primeiro caso de #COVID19.

Hoje foi o dia onde foram lembrados estes momentos, homenageadas as vítimas que perderam a vida, confortado os familiares, reconhecido o papel dos profissionais da linha da frente e augurado melhoras aos doentes.

“A crise COVID-19 continua a testar todos os países e regiões do mundo.  Ceifou mais de 2,5 milhões de vidas, empurrou centenas de milhões para a pobreza, ameaçou décadas de progresso e está a minar os nossos planos coletivos de concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os que ficaram para trás estão a ser deixados ainda mais para trás.   Desde o primeiro momento as Nações Unidas lançaram um apelo global para respostas concertadas ao nível ao nível da saúde, no plano humanitário, social e económico – a maior mobilização global para tornar os testes, diagnósticos e vacinas acessíveis e disponíveis para todos, para recuperar melhor, e colocar um enfoque especial nas necessidades daqueles que mais suportam o fardo da maior crise pós 1945.” Afirmou Ana Graça, Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, na abertura da Mesa Redonda “Um ano de pandemia da COVID-19 em Cabo Verde: lições, desafios e perspetivas”, organizado pelo Governo de Cabo Verde e presidido pelo Primeiro Ministro, José Ulisses Correia e Silva.

Cabo Verde tomou  todas as precauções necessárias para proteger a saúde da população, estabilizar o emprego, assegurar o rendimento das famílias, reforçar a segurança alimentar, e fornecer cuidados aos mais isolados, não obstante, estar entre os países que estão a sofrer maior impacto desta crise, exacerbada por fatores endógenos aos pequenos estados insulares.

E disso, segundo a Coordenadora Residente, podemos retirar três grandes ensinamentos e oportunidades que considera cruciais para uma recuperação mais forte: 1 - Rever os nossos comportamentos e a interdependência com o planeta. Chegou a altura de fazer as pazes com a natureza e lutar pela saúde ambiental e desenvolver um modelo económico justo que abrace as energias renováveis; infraestrutura verde e resiliente; digitalização inclusiva e proteger os recursos naturais.  2- Investir nas chamadas “ameaças paralelas”. O COVID-19 mesmo nos países chamados mais desenvolvidos, paralisou sistemas de saúde; fez com que as pequenas empresas encerrassem; manteve mais de oitocentos milhões de alunos fora da escola; quebrou as cadeias de valor globais e o fornecimento do comércio mundial e e empurrou mais de 100 milhões de volta para a pobreza extrema". Neste sentido, Ana Graça considera que “Urge repensar as políticas públicas centradas na dignidade da pessoa humana, na segurança humana integral, com mais investimento na saúde, educação, proteção social e inclusão económica. Em Cabo Verde, a aposta no desenvolvimento do capital humano está a ser feita e deve ser sustentada. E 3 - A importância de respostas e solidariedade global para desafios mundiais. A iniciativa COVAX e uma resposta multilateral e o nosso mecanismo para assegurar o acesso equitativo a soluções para salvar vidas”

Nas Nações Unidas acreditamos que o todo é muito mais do que a soma das partes e que todos os desafios podem ser superados com a união! Continuamos o nosso compromisso total com Cabo Verde para o desenvolvimento sustentável, concluiu Ana Graça .

Por seu lado o Primeiro Ministro José Ulisses Correia e Silva considerou que uma das licções deste ano da pandemia é que “o multilateralismo é a melhor ponte para os países do mundo e as organizações se entenderem e assumirem compromissos globais"

Até ao momento Cabo Verde tem resgistado um total de 16374 casos positivos acumulados, 15699 casos recuperados, 159 óbitos, 5 óbitos por outras causas e 8 transferidos, segundo o último boletim epidemiológico, publicado hoje pelo Minsitério da Saúde e da Segurança Social. 

Entidades da ONU envolvidas nesta atividade
RCO
United Nations Resident Coordinator Office
UNICEF
Fundo das Nações Unidas para a Infância
OMS
Organização Mundial da Saúde