História
Vencer os estereótipos de género, realizar o direito à igualdade!
A igualdade de género é um direito humano e uma pré-condição para o desenvolvimento e a redução da pobreza.
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03 agosto 2021
Vencer os estereótipos de género, realizar o direito à igualdade!
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Comunicado de Imprensa
30 julho 2021
COVID-19 e o Crime: O Impacto da Pandemia no Tráfico de Pessoas
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Discurso
30 julho 2021
Dia Internacional de luta contra o Tráfico de Pessoas
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Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Cabo Verde
Enquanto Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS), Cabo Verde e os seus parceiros têm trabalhado e, continuarão na direção de redução das suas vulnerabilidades, construção da sua resiliência às mudanças climáticas, colmatando assim as distâncias geográficas entre as suas ilhas; redução das disparidades regionais, custo de energia, água e transporte; aumento da sua produtividade; investimento no seu capital humano; promoção do uso sustentável e da conservação de seus recursos naturais - recursos terrestres e marinhos; e de impulsionamento da sua integração dinâmica no sistema económico global.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares possam desfrutar de paz e prosperidade. Estes são os objetivos que as Nações Unidas estão a contribuir para a sua realização em Cabo Verde:
História
17 junho 2021
“Esse apoio beneficia-me de todas as maneiras”
Mais de um ano após o início da crise COVID-19, a pandemia da Covid 19 continua a ter forte impacto na segurança e no bem-estar das crianças, especialmente daquelas cujas famílias perderam os seus rendimentos ou os pais ficaram desempregados, tendo muitos deles deixado os locais onde viviam para regressar a capital do país em busca de novas oportunidades.
Graças ao apoio do UNICEF, a Associação Comunitária Black Panthers assegura que dezenas de crianças e suas famílias – cerca de 192 agregados familiares - fortemente afetadas pela pandemia, vejam a sua dieta alimentar saudável e reforçada e tenham o direito à educação garantido.
Francisca Gomes tem 64 anos. Na Várzea, um dos bairros periféricos da cidade da Praia, ela é conhecida por Nha Mamá. De facto, ela é a mamã ( e papá) de uma ninhada de netos, cinco deles beneficiários das ações da Associação Comunitária Black Panthers, que intervém há mais três décadas naquele bairro com inúmeras fragilidades sociais e onde várias crianças se encontram em situação de vulnerabilidade.
Nha Mamá recebe uma cesta básica que lhe permite confecionar os alimentos que distribui por todos que partilham a habitação. Os seus cinco netos, com idade compreendida entre os 10 e os 16 anos, recebem kit escolar que lhes permite frequentar a escola. Sem esse apoio, “seria complicado”, diz a senhora visivelmente emocionada. Também é notório o carinho e a admiração que ela nutre pelo presidente da Black Panthers, Alcides Amarante.
“Não fosse o presidente e o apoio que recebe nem sei como seria. Não tenho casa própria para morar. Antes tinha uma barraca, mas a chuva levou tudo, fiquei sem nada. Agora, vivo de renda que a Camara Municipal pagava, mas agora já nem sei, porque a renda está atrasada. Vendia na rua. Saía a com a banheira à cabeça. Vendia banana e papaia, mas está muito difícil. Vendia cento e cinquenta escudos por dia, não vale a pena. Esse apoio beneficia-me de todas as maneiras”.
Instituições como a Black Panthers oferecem condições para que as crianças não permaneçam em situação de vulnerabilidade social. Na sua sede, a Associação acolhe cerca de 64 crianças em idade pré escolar no seu infantário, o Mini Black e ali, os pequeninos realizam atividades lúdico pedagógicas, boas maneiras e ainda têm duas refeições.
O UNICEF é um dos parceiros que presta assistência técnica e financeira à Associação Black Panthers para que esta, por sua vez, providencie oportunidades às crianças de terem educação e alimentação equilibrada, bem como momentos de lazer. Por outro lado, a prevenção ao coronavírus não é descurada. Logo à entrada do infantário está colocado um dispositivo de higienização das mãos. O grupo é dividido e todos não frequentam o espaço nos mesmos dias, para evitar o ajuntamento.
E assim, graças a esse trabalho, Nha Mamá e dezenas de avós, mães e famílias ficam mais descansadas; impede-se que dezenas de crianças fiquem nas ruas enquanto seus pais saem para trabalhar ou procurar emprego. E assegura-se que as crianças cresçam saudáveis e seguras e tenham oportunidade de serem crianças.
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História
13 julho 2021
Ensinar a igualdade, a resiliência e a aceitação através de histórias
Salvador Ortet e Isabel Fonseca têm uma certeza: os dois professores vão passar a ensinar conteúdos relacionados com os valores de identidade, respeito pelas diferenças, igualdade de género, auto estima, resiliência, coragem, bem estar e saúde mental através de histórias. Histórias que espelhem a realidade das crianças da Escola básica do pequeno bairro de Achada Grande Trás, na cidade da Praia.
“Agora, passarei a fazer a leitura de histórias com mais criatividade. Outra estratégia que irei pôr em prática é adaptar a história ao conteúdo que estamos a trabalhar na sala de aula é contar histórias que ilustram a realidade dos alunos, aspetos do seu dia-a-dia. Penso que, assim, haverá maior dinamismo e participação das crianças”, diz o professor Salvador Ortet que defende que é preciso que as histórias sejam contadas com arte
Por outro aldo, ele acredita que, com as histórias, os alunos com dificuldades na aprendizagem irão melhorar e ganhar gosto pela leitura.
“Há alunos com dificuldades em ler. Então, com essas ferramentas obtidas na formação, posso ajudá-las e fazer também com que ganhem gosto pela leitura”, entende que é importante que haja livros e que se façam atividades nas bibliotecas.
A professora Isabel Fonseca partilha da mesma opinião. Para ela, é importante que as histórias reflitam a realidade das crianças bem como evidenciem aspetos identitários “As crianças ficam mais atentas às histórias. Elas entram na história, interagem mais e assim ficam com mais gosto para ler as historias”, explica a professora para quem a voz, os sons, a música e a expressão corporal soa elementos que ajudam as crianças a se interessarem pelas historias e aprenderem os valores que cada uma evidencia. A professora Isabel acredita que as histórias são excelentes veículos de transmissão de valores formas de trabalhar temáticas importantes em sala de aula. Como são os casos da auto estima e da igualdade de género. “Posso escolher uma história que leve as crianças a entenderem o significado das diferenças e da aceitação. Posso também escolher uma que mostre que meninas e meninos têm iguais direitos e deveres, como por exemplo, na partilha de tarefas em casa”. Os dois professores fazem parte de um grupo de trinta beneficiários da segunda edição do projeto denominado “leituras inclusivas”, financiado pelo UNICEF e co organizado pelo Centro de Investigação em Género e Famíla da Universidade de Cabo Verde, a Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa e o Centro de Língua Portuguesa da Praia do Camões Instituto da Cooperação e da Língua. Este projeto foca nos ODS 3, 4 e 5 nomeadamente, Saude e bem estar, Educação de qualidade e Igualdade de género e tem foco em trabalhar com crianças como em idade escolar primária que vivem em áreas desfavorecidas, de famílias mais pobres. O projeto quer ajudar a colmatar lacunas de leitura com dinâmicas de grupo e orientadas para as questões de género, violência e gestão das emoções, e ainda capacitar professores e alunos na criação de clubes de leitura nas escolas do projeto
A professora Isabel Fonseca partilha da mesma opinião. Para ela, é importante que as histórias reflitam a realidade das crianças bem como evidenciem aspetos identitários “As crianças ficam mais atentas às histórias. Elas entram na história, interagem mais e assim ficam com mais gosto para ler as historias”, explica a professora para quem a voz, os sons, a música e a expressão corporal soa elementos que ajudam as crianças a se interessarem pelas historias e aprenderem os valores que cada uma evidencia. A professora Isabel acredita que as histórias são excelentes veículos de transmissão de valores formas de trabalhar temáticas importantes em sala de aula. Como são os casos da auto estima e da igualdade de género. “Posso escolher uma história que leve as crianças a entenderem o significado das diferenças e da aceitação. Posso também escolher uma que mostre que meninas e meninos têm iguais direitos e deveres, como por exemplo, na partilha de tarefas em casa”. Os dois professores fazem parte de um grupo de trinta beneficiários da segunda edição do projeto denominado “leituras inclusivas”, financiado pelo UNICEF e co organizado pelo Centro de Investigação em Género e Famíla da Universidade de Cabo Verde, a Cátedra Eugénio Tavares de Língua Portuguesa e o Centro de Língua Portuguesa da Praia do Camões Instituto da Cooperação e da Língua. Este projeto foca nos ODS 3, 4 e 5 nomeadamente, Saude e bem estar, Educação de qualidade e Igualdade de género e tem foco em trabalhar com crianças como em idade escolar primária que vivem em áreas desfavorecidas, de famílias mais pobres. O projeto quer ajudar a colmatar lacunas de leitura com dinâmicas de grupo e orientadas para as questões de género, violência e gestão das emoções, e ainda capacitar professores e alunos na criação de clubes de leitura nas escolas do projeto
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História
07 julho 2020
Uma resposta coordenada ao coronavírus
No dia 11 de março de 2020, a World Health Organization (WHO) classificou o coronavírus (COVID-19), a doença viral, como uma pandemia, mas é uma pandemia que pode ser controlada. O coronavírus (COVID-19) é uma doença infecciosa causada pelo coronavírus recentemente decoberto.
O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, que chefia a agência da ONU, disse, na sua declaração : "Vou ser claro: descrever isto como uma pandemia não significa que os países devam desistir".
O Secretário-Geral da ONU instou a todos os países a adotarem uma abordagem abrangente, adaptada às suas circunstâncias - com a contenção como um pilar central. O COVID-19 está a afetar milhares de pessoas, com impacto nos sistemas de saúde dos países e tendo amplos efeitos sociais e económicos. As entidades da ONU que trabalham no desenvolvimento, o Grupo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas Grupo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas , estão a apoiar os países nos seus planos de preparação e resposta.
Esta página reúne fontes de informação e orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU) sobre o atual surto de novo coronavírus (COVID-19).
A Organização Mundial da saúde (OMS) tem estado a trabalhar em estreita colaboração, a nível global, com especialistas, governos e parceiros para rastrear a disseminação e fornecer orientação a países e indivíduos sobre medidas para proteger a saúde e impedir a disseminação desse surto.
Para manter-se atualizado com as informações mais recentes, visite:
• Organização Mundial da Saúde: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019
• Notícias atualizadas sobre a resposta das Nações Unidas: https://news.un.org/en/events/un-news-coverage-coronavirus-outbreak
• Diretrizes da OMS para os países:
https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/technical
Coronavirus (COVID-19) Situation: https://experience.arcgis.com/experience/685d0ace521648f8a5beeeee1b9125cd
Resposta das Nações Unidas em Cabo Verde
Acompanhe o resumo das atividades das Nações Unidas em Cabo Verde no boletim especial dedicado às ações e iniciativas realizadas e em curso para apoiar as autoridades na resposta à pandemia da COVID-19 no país.
Boletim II - Versao Portuguesa https://caboverde.un.org/pt/99022-boletim-especial-ii-resposta-das-nacoes-unidas-em-cabo-verde-covid-19-no-pais
Boletim I - Versão Portuguesa https://caboverde.un.org/pt/51341-boletim-especial-resposta-das-nacoes-unidas-em-cabo-verde-covid-19-no-pais
English version https://caboverde.un.org/sites/default/files/2020-07/COVID19%20UN_CV%20Response%20Bulletin_en-compressed.pdf
Evolução da situação da pandemia de COVID-19 em Cabo Verde
Esteja actualizado da evolução da pandemia de COVID-19 em Cabo Verde através do site https://covid19.cv/ , uma plataforma construída pelo Governo de Cabo Verde em parceria com as Nações Unidas, através do PNUD e com a participação da equipa de Accelerator Lab do PNUD
Artigo
Como a ONU tem apoiado Cabo Verde a enfrentar a crise do COVID-19 e preparar a recuperação.
https://caboverde.un.org/pt/52350-de-que-forma-nacoes-unidas-estao-apoiar-cabo-verde-enfrentar-crise-da-covid-19-e-preparar
A nossa presença no terreno em resposta à COVID-19
https://caboverde.un.org/pt/54488-o-projeto-de-resposta-rapida-ao-covid-19-vai-apoiar-os-municipios-mais-afetados-pela-crise
https://caboverde.un.org/pt/52255-covid19-unicef-cabo-verde-entraga-kits-adaptados-para-lavagem-das-maos-das-criancas-todos-os
https://caboverde.un.org/pt/53357-accelerator-lad-cabo-verde-procura-de-solucoes-inovadoras-para-responder-aos-desfios-actuais
https://caboverde.un.org/pt/52225-covid19-nacoes-unidas-em-cabo-verde-disponibilzam-recursos-para-apoiar-na-reabertura-de
https://caboverde.un.org/pt/52224-covid-19-atencao-especial-aos-trabalhadores-do-sector-informal-desafios-globais-exigem
https://caboverde.un.org/pt/52223-covid19-oms-cabo-verde-disponibiliza-mais-de-meio-milhao-de-dolares
https://caboverde.un.org/pt/52185-covid19-unicef-forma-cerca-de-150-tecnicos-da-area-de-saude-educacao-da-protecao-da-criancas
https://caboverde.un.org/pt/52183-covid19-comunicacao-de-risco-e-o-engajamento-de-comunitario-um-factor-essencial-na-prevencao
https://caboverde.un.org/pt/52180-oms-doa-conjunto-de-dispositivos-medicos-e-acessorios-para-apoiar-na-resposta-covid-19
https://caboverde.un.org/pt/52141-comvida-uma-solucao-tencologica-no-combate-covid19-em-cabo-verde
Imprensa
https://caboverde.un.org/pt/52275-covid19-nacoes-unidas-transferem-us-10000000-para-apoio-reabertura-de-creches-e-apoio-idosos
https://caboverde.un.org/pt/46189-covid19-46-familias-serao-beneficiadas-com-rendimento-social-num-em-gesto-de-solidariedade
https://noticias.sapo.cv/actualidade/artigos/covid-19-nacoes-unidas-mobilizam-120-milhoes-de-dolares-para-ajudar-cabo-verde
http://www.rtc.cv/carnaval/index.php?paginas=21&id_cod=24353
https://www.asemana.publ.cv/?Covid-19-Projecto-sobre-capacidade-de-resposta-e-recuperacao-das-empresas-a&ak=1
Solidariedade dos funcionários das Nações Unidas
Covid-19: Funcionários das Nações Unidas em Cabo Verde unem-se para garantir rendimento social a 46 famílias
https://noticias.sapo.cv/sociedade/artigos/covid-19-funcionarios-das-nacoes-unidas-em-cabo-verde-unem-se-para-garantir-rendimento-social-a-46-familias
Entrevista Exclusiva ao Jornal Expresso das Ilhas
" A nossa máxima é não deixar ninguém para trás" . Ana Graça, Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde
https://expressodasilhas.cv/pais/2020/06/21/ana-graca-coordenadora-residente-do-sistema-das-nacoes-unidas-em-cabo-verde-a-nossa-maxima-e-nao-deixar-ninguem-para-tras/70068
A versão PDF pode ser encontrada neste link https://caboverde.un.org/sites/default/files/2020-07/Jornal%20968.pdf
Participação especial da Coordenadora Residente, Ana Graça, no programa Nha Terra Nha Cretcheu da RTP
https://www.rtp.pt/play/p6589/e481130/nha-terra-nha-cretcheu
SPOT TV
Um por todos, todos por um. O papel dos jovens na prevenção da COVID-19
https://www.youtube.com/watch?v=yMWJyjPNjkw
COVID-19 Preveção para Imigrantes
https://www.youtube.com/watch?v=zkDaJ0881Po
COVID-19 Prevenção para pessoas privadas de liberdade
https://www.youtube.com/watch?v=NHhMdEC26Dk
COVID-19 Prevenção para IDOSOS
https://www.youtube.com/watch?v=SsqUOmTrGAQ
Informações para se prevenir da COVID-19
https://www.youtube.com/watch?v=eV29tTkd4MU
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História
03 agosto 2021
Vencer os estereótipos de género, realizar o direito à igualdade!
Maria Domingas Gonçalves, de 27 anos e Helder Moreira, de 28, estudantes da Universidade de Cabo Verde, têm agora absoluta certeza disso. E não mais voltarão a olhar as questões de género como viam antes. Participantes do seminário sobre Género: conceitos e questões, acreditam que a desconstrução de estereótipos de género só será possível através da mudança de comportamento por parte dos jovens. Ambos assumem o compromisso de pôr em prática os conhecimentos adquiridos e motivar outros jovens a adotarem boas práticas tudo em prol da igualdade e equidade de género
Maria, que é estudante do último ano do curso de Língua Portuguesa e Estudos Cabo-verdianos diz-se completamente mudada após a formação. Confessa ter, a início, estranhado os conteúdos transmitidos, mas que depois foi se apercebendo da relevância da formação, não apenas para o seu dia a dia, mas também para a sua futura vida profissional enquanto professora.
"Pude ver o quão importante é ter uma educação voltada para a igualdade de género, o que envolve o respeito pelas diferenças. Alguns comportamentos que antes considerava normal, hoje vejo de forma diferente. Antes usava frases como “homem e mulher não podem ser amigos”, “os rapazes devem brincar com carros e as raparigas com bonecas”, ou “os afazeres domésticos são para as mulheres.” Agora, já não as usarei pois vi que põem em causa a igualdade de género. Uma frase que levarei sempre comigo é que todos somos iguais e diferentes e que devemos prezar pelo respeito mútuo”
Por sua vez, para Hélder, a formação foi uma oportunidade para aprofundar as questões de violência presentes, muitas vezes, de forma impercetível, na atitude e prática de muitas pessoas, como é o caso da denominada micro violência.
“Aprendi que as micro violências estão sempre presentes, de uma forma silenciosa. Aponto como exemplos dizer que uma mulher não pode estar num ambiente laboral ou que as mulheres devem ganhar menos que os homens. Eu próprio tinha algumas práticas consideradas micro violências que eu não sabia, como por exemplo, dizer que as mulheres levam mais jeito para os trabalhos domésticos que os homens”.
Para Helder os jovens são os motores da mudança e promotores da igualdade de género. Ele próprio sente que tem responsabilidades acrescidas nessa matéria e por isso, doravante, vai pôr em prática os conhecimentos obtido na formação para motivar outros para que se libertem dos preconceitos de género, mas igualmente para outras questões ligadas à orientação sexual, estilo e modo de viver de cada individuo.
Porque almeja viver numa sociedade livre de preconceitos, e onde o respeito é a base de tudo, Maria vai ajudar as pessoas a desconstruírem ideias preconceituosas, a começar com os mais pequenos, seus familiares, vizinhos e conhecidos.
O Seminário em “Género: Conceitos e Questões” foi promovido pelo Centro de Investigação e Formação em Género e Família da Universidade de Cabo Verde (CIGEF/Uni-CV), destinado à estudantes do Polo III da Uni-CV em Santa Catarina, com o apoio do UNFPA, e a parceria do Projeto CIMPI - Redes de Cooperação Interuniversitária Canárias-África
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História
15 julho 2021
Restituir às crianças um dos seus principais direitos: o direito ao nome
São mais de mil crianças cabo-verdianas que passam agora a poder gozar de um dos mais importantes direitos humanos: o direito a ter o nome do pai ou da mãe no seu registo de nascimento. E com o reconhecimento da paternidade, meninas, meninos e adolescentes vão poder ter acesso à uma série de direitos e garantias previstos na legislação.
No âmbito do projeto de parceria entre o UNICEF e a Procuradoria Geral da República (PGR), dos 2mil, 594 casos tramitados/processados de averiguação oficiosa de paternidade/maternidade, através da realização do teste de ADN, foram resolvidos 1.267 processos.
Um projeto que contou ainda com as parcerias da Polícia Judiciária, a Direçao Geral da Política de Justiça, a Direçao Geral dos Registos e Notariado, a Polícia Nacional e a Direção Nacional da Educação.
Para o representante do UNICEF Cabo Verde, Steven Ursino, trata-se de um ganho de grande impacto uma vez que o reconhecimento da paternidade “tem implicações emocionais, materiais, psicológicas, sociais, entre outras. Além do aspeto afetivo, o reconhecimento da paternidade assegura à criança uma série de direitos e garantias previstos na legislação”.
A parceria entre o UNICEF e a PGR vai se estender para uma segunda fase, de outubro a dezembro, com foco na resolução dos crimes sexuais contra menores e a continuidade da averiguação oficiosa da paternidade. A PGR espera poder tramitar, até final do projeto, 500 processos de averiguação oficiosa da paternidade e resolver 250 processos pendentes de crimes sexuais contra menores.
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História
30 junho 2021
“Estou a realizar meu sonho e a assegurar o meu futuro”
Ter uma creche era o próximo grande objetivo. Sabia que para prestar melhores cuidados às crianças, teria de estar habilitada. Dai que a formação de cuidadoras de Infância, promovida pelo Ministério da Família e da Inclusão Social, com apoio do UNICEF, foi uma grande oportunidade para aprender. Para a jovem, “foi o impulso para abrir a minha creche”.
Do sonho à realidade, a jovem de 21 anos, habilitada com o 11º ano e moradora no bairro da Bela Vista, Cidade da Praia, abriu o “Meu barquinho”, um jardim-creche que vinha acolhendo 12 crianças, mas que hoje são menos, devido aos impactos da pandemia da Covid19 nas famílias.
A maior parte das mães são chefes de família. Algumas, por falta de condições económicas, por terem perdido parte da renda com a pandemia, não têm como pagar as propinas, infelizmente.
Conta a jovem que, entretanto, não tem permitido que estas crianças fiquem sem frequentar a creche, acolhendo-as, enquanto espera por dias melhores. Uma das soluções, e pela qual, nesse momento, Silvania procura, é arranjar bolsas para as crianças ou padrinhos que assegurem o pagamento das propinas.
Mas até lá, e com esperança em dias melhores, Sandrinha como é conhecida, vai assegurando que o “Meu Barquinho” opere em condições de segurança e higiene.
“A pandemia trouxe desafios, mas sigo todas as regras básicas como o distanciamento, fazemos uma pequena triagem à entrada, medimos a temperatura e só depois a criança vai para a sala. Também na hora de dormir e de brincar asseguramos o distanciamento entre as crianças”, explica Silvânia que se diz muto feliz com o sonho realizado.
“Estou super feliz com as minhas crianças. Sou muito agradecida aos pais, que me deram confiança para que eu pudesse realizar meu sonho e assegurar meu futuro”.
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História
24 junho 2021
FAO lança Programa de Ação “Cidades Verdes” para África
Cabo Verde entre os países incluídos em planos ambiciosos para ajudar pequenas, médias e grandes cidades a tornarem-se mais verdes, mais limpas e integradas em sistemas agro-alimentares sustentáveis
Cabo Verde faz parte da fase-piloto do recém-lançado Programa de Acção Regional das Cidades Verdes para África da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Programa visa aplicar soluções inovadoras e transformar a urbanização numa oportunidade para as cidades se tornarem mais sustentáveis, mais resilientes, proporcionar o acesso a alimentos saudáveis e assegurar uma vida melhor para todos.
A iniciativa visa aumentar as medidas de acção rápida para que grandes, médias e pequenas cidades sejam mais resilientes, a alimentação e nutrição seguras, com ambientes naturais agradáveis e sistemas mais integrados de produção e distribuição de alimentos nutritivos, beneficiando tanto os residentes como os agricultores.
Foram assinadas cartas de intenção com seis cidades africanas: Praia em Cabo Verde, Kisumu e Nairobi no Quénia, Antananarivo em Madagáscar, Quelimane em Moçambique e Kigali no Ruanda. As seis cidades iniciarão a fase-piloto de um programa concebido para envolver 1.000 cidades de todo o mundo até 2030.
"Podemos redesenhar as nossas cidades", disse o Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu, no lançamento do evetno que aconteceu online. Ele explicou: "Com alimentos saudáveis e sustentáveis a preços acessíveis, com espaços verdes acessíveis, com estilos de vida verdes e com novos empregos de que os nossos cidadãos necessitam".
QU Dongyu observou que a grande maioria das cidades de África tem menos de 300.000 habitantes. "Com as políticas e o planeamento adequados, combinados com soluções inovadoras, as administrações e as comunidades locais podem fortalecer a resiliência e melhorar o bem-estar dos habitantes urbanos e peri-urbanos", disse ele.
Para o Presidente da Câmara da Praia, Francisco Carvalho: "Este programa surge num momento muito bom, uma vez que aqui na Praia estamos fortemente empenhados em desenvolver um estilo de vida que represente um equilíbrio crescente entre o ambiente, as necessidades das pessoas, a criação de condições para salvaguardar o futuro das próximas gerações e o aumento da capacidade de resiliência das populações”.
Salifou Ouederaogo, Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Hidroagrícola e Mecanização do Burkina Faso, saudou a iniciativa da FAO considerando-a oportuna para o seu país, onde se espera que a percentagem da população que vive nas cidades duplique até 2050. O programa da FAO é "uma oportunidade real para consolidar e ampliar as ações-piloto que já estão em curso a nível nacional e, sobretudo, para incluir os planos de acção da Iniciativa Cidades Verdes para desenvolver ferramentas para o desenvolvimento do setor rural no nosso país", afirmou.
Na abertura do lançamento de alto nível foram usaram também da palavra Maimunah Mohd Sharif, Diretor-Executivo da UN-Habitat, e Jean-Pierre Elong Mbassi, Secretário-Geral das Cidades Unidas e Governos Locais de África (UCLG Africa), uma organização-chapéu para os governos locais em todo o continente.
Os presidentes de câmara das seis cidades-piloto também falaram no evento, assim como dirigentes seniores do Ministério do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável do Senegal, do Fundo Global para o Desenvolvimento das Cidades e do Fundo Verde para o Clima, e a Diretora-Geral Adjunta da FAO, Maria Helena Semedo.
O Diretor-Geral da FAO apelou às cidades e aos autarcas a envolverem inovadores locais, empresários e jovens para proporem novas soluções, tecnologias digitais, práticas e estratégias climáticas inteligentes para criar empregos verdes e enriquecer as ligações entre os assentamentos urbanos e o seu meio rural. QU Dongyu convidou as autoridades a envolverem os jovens, especialmente em locais onde a urbanização está numa fase inicial e em rápido crescimento. "Precisamos de capacitar os jovens para que possam definir a sua própria cidade do futuro", disse.
A visão
Cerca de 55% da população mundial vive hoje em dia nas cidades, e prevê-se que aumente para 68% até 2050, sendo que a grande maioria vive em países de baixo rendimento, especialmente em África e na Ásia. As cidades oferecem fortes oportunidades económicas, mas também podem albergar elevados níveis de pobreza e ser responsáveis por uma grande parte da utilização de recursos naturais, emissões de gases com efeito de estufa e consumo alimentar.
A FAO lançou a Iniciativa Cidades Verdes (GCI) em Setembro de 2020 num evento de alto nível durante a 75ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, sublinhando o importante papel que as tendências demográficas urbanas - bem como a floresta urbana, a agricultura urbana e os sistemas alimentares urbanos - estão destinadas a desempenhar na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e na transição para uma economia com baixo teor de carbono. Cidades mais verdes, mais limpas e mais resilientes e regenerativas podem catalisar oportunidades mais auto-sustentáveis, bem como vidas melhores.
O GCI está orientado para promover uma produção alimentar local sustentável e resiliente e cadeias de abastecimento curtas, estabelecer centros de agro-processamento verdes, sistemas eficientes de distribuição de alimentos e ambientes alimentares, e uma gestão eficiente orientada para a economia circular dos recursos hídricos e dos resíduos alimentares. Iniciativas paisagísticas, parques e ar mais limpo são também parte integrante da Iniciativa. O aumento da produção local de alimentos e a promoção de cadeias curtas de abastecimento alimentar assumiram nova importância na sequência da pandemia da COVID-19.
A FAO está a financiar a fase inicial e procurando atrair mais recursos e interesse para o programa completo. O objetivo é impulsionar ações inovadoras-chave de "ganhos rápidos" para desenvolver a capacidade dos intervenientes locais nas primeiras cidades a aderir ao projeto para integrar sistemas alimentares, agricultura e floresta urbana e periurbana no planeamento local, exigindo uma abordagem holística da governação que, no caso das áreas metropolitanas, abrange frequentemente várias jurisdições municipais.
Isto significa promover ambientes favoráveis com avaliações de risco e vulnerabilidades, bem como acções orientadas em função das características de uma cidade. Uma questão-chave é identificar "territórios funcionais" que sustentam os sistemas alimentares e definir as ligações urbano-rurais.
A FAO ajudará os países participantes a utilizar dados geo-referenciados e outros indicadores para fornecer uma compreensão rápida e sistemática de potenciais vulnerabilidades a choques, identificar potenciais pontos críticos de biodiversidade e cartografia estratégica de ambientes de retalho alimentar para impulsionar o acesso a alimentos nutritivos onde estes faltam. As administrações locais serão também ajudadas a promover jardins em terraços e quintais, explorações verticais em estruturas abandonadas e aquacultura de alta tecnologia, bem como a formar os habitantes locais para maximizar o valor de tais oportunidades. A Organização também apoiará os membros na criação de plataformas de diálogo e parcerias de cidade-cidade.
http://www.fao.org/green-cities-initiative/event-green-cities-africa-initiatives/en/
http://www.fao.org/green-cities-initiative/en/
http://www.fao.org/in-action/food-for-cities-programme/overview/why-we-do-it/en/
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História
06 maio 2021
Refeições escolares inscritas na Lei Caboverdiana
Cabo Verde, pequeno estado insular em desenvolvimento ao largo da costa da África Ocidental, enfrenta secas recorrentes e outras vulnerabilidades ambientais e socioeconómicas. Em resposta à extensão das necessidades, foi iniciado em 1979 um programa nacional de alimentação escolar com o apoio do Programa Mundial Alimentar das Nações Unidas (PAM). Após mais de 30 anos de implementação deste programa, que atinge 100% das escolas primárias, o Governo de Cabo Verde assumiu o seu financiamento e administração com os Ministérios da Educação, Saúde e Agricultura, municípios locais e organizações não governamentais.
Na fase de transição durante a qual a gestão foi transferida do PAM para as autoridades do país, de 2010 a 2015, a FAO estabeleceu e liderou um programa conjunto da ONU, o Programa Nacional de Alimentação Escolar e Saúde (PNASE), que ajudou o país a passar gradualmente de um programa de alimentação escolar básica para uma abordagem mais ampla, incluindo hortos escolares, compra de produtos frescos locais e educação nutricional.
Hoje em dia, mais de 86.000 crianças em idade escolar recebem refeições escolares em Cabo Verde. Considerado um sucesso completo, o programa de alimentação escolar e saúde é um dos principais determinantes da elevada taxa de matrículas no país, que é de cerca de 96% tanto para raparigas como para rapazes nas escolas primárias e secundárias.
O papel da FAO
Como agência líder do programa conjunto, a FAO foi responsável por integrar e orientar todas as suas componentes e atividades, criando sinergias com outros organismos.
O programa tinha quatro componentes: reforçar e melhorar o acesso a um abastecimento alimentar equilibrado para crianças de jardins de infância e do ensino primário; diversificar as refeições escolares com produtos locais e criar oportunidades económicas para os produtores locais (homens e mulheres); reforçar a literacia alimentar e ambiental entre as crianças do ensino primário através de hortos de aprendizagem nas escolas; e reforçar os conhecimentos e competências em matéria de nutrição e higiene no ambiente escolar através da integração da nutrição nos currículos escolares.
As intervenções da FAO apoiaram o Governo caboverdiano no desenvolvimento de um quadro legal para o programa, o que levou à inclusão da alimentação escolar na legislação nacional em 2015, e apoiaram a plena e efetiva apropriação nacional do programa.
Impacto duradouro
O programa reforçou a educação em nutrição, saúde e higiene para as crianças, suas famílias e comunidades, bem como para a comunidade educativa, incluindo professores e cozinheiros. Privilegiou também a compra de produtos frescos e nutritivos aos produtores locais, integrando-se assim nas economias locais e expandindo as oportunidades económicas. Para além de melhorar a segurança alimentar e nutricional das crianças em idade escolar, contribui para a proteção social das famílias mais pobres e para a igualdade de género.
Nos últimos anos, Cabo Verde adotou uma abordagem baseada nos direitos à segurança alimentar e nutricional, consagrando-a na Lei do Direito à Alimentação e Nutrição Adequada (2018). A lei vinca os princípios que sustentam o direito à alimentação, incluindo a não discriminação, a equidade, a dignidade humana, a proteção de pessoas vulneráveis, o empoderamento e a participação da população, e a transparência da ação pública.
O PNASE alcançou em massa todos os resultados esperados, não só no fornecimento de alimentos frescos e nutritivos a crianças em idade escolar em todo o país, mas também na ativação de um mecanismo de implementação bem estruturado que goza de reconhecimento público.
Parcerias bem sucedidas
O programa foi implementado em coordenação com uma rede solidamente estabelecida de parceiros, que são agora essenciais para assegurar que estas atividades continuem a ser relevantes para as necessidades reais da população e permitam complementaridade e sinergia entre os setores da educação, saúde e economia.
Segundo a FAO, a replicação bem sucedida deste programa noutros países requer uma forte e eficaz complementaridade cruzada. Os governos devem assumir a liderança para assegurar que os programas de alimentação escolar sejam apoiados por políticas públicas, pela legislação e por programas financiados a nível nacional.
A partilha de conhecimentos através do intercâmbio de experiências com países terceiros é também muito importante para enriquecer o programa com as melhores práticas e retirar lições aprendidas na ação nutricional em ambiente escolar.
Parceiros técnicos
Programa Alimentar Mundial (PAM)
Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)
Organização Mundial de Saúde (OMS)
Governo de Cabo Verde
Parceiro financeiro
Cooperação Luxemburguesa
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Comunicado de Imprensa
30 julho 2021
COVID-19 e o Crime: O Impacto da Pandemia no Tráfico de Pessoas
Enquanto isso, os traficantes tiraram vantagem da crise global, capitalizando a perda de renda das pessoas e o aumento do tempo que tanto adultos quanto crianças estavam passando on-line.
"A pandemia aumentou as vulnerabilidades ao tráfico de pessoas, tornando o tráfico ainda mais difícil de detectar e deixando as vítimas lutando para obter ajuda e acesso à justiça", diz a Diretora Executiva do UNODC, Ghada Waly.
"Este estudo é um novo e importante recurso para formuladores de políticas e profissionais da justiça criminal, pois examina estratégias bem sucedidas para investigar e processar o tráfico de pessoas em tempos de crise. Ele também fornece recomendações sobre o apoio às respostas da linha de frente e às vítimas e a construção de resiliência para futuras crises".
A publicação mostra que as medidas para conter a propagação do vírus aumentaram o risco de tráfico para pessoas em situações vulneráveis, expondo as vítimas a maior exploração e limitando o acesso a serviços essenciais para os sobreviventes deste crime.
"Os traficantes se aproveitam das vulnerabilidades e frequentemente atraem suas vítimas com falsas promessas de emprego", explica Ilias Chatzis, Chefe da Seção de Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do UNODC, que desenvolveu o novo estudo.
"A pandemia levou a grandes perdas de empregos em muitos setores e isto cria oportunidades para que as redes criminosas se aproveitem de pessoas desesperadas", acrescenta ele.
O estudo descobriu que as crianças estão sendo cada vez mais alvo de traficantes que estão usando as mídias sociais e outras plataformas on-line para recrutar novas vítimas e lucrar com o aumento da demanda por materiais de exploração sexual infantil.
"Os especialistas que contribuíram para nosso estudo relataram suas preocupações sobre o aumento do tráfico de crianças. Crianças estão sendo traficadas para exploração sexual, casamento forçado, mendicidade forçada e para criminalidade forçada", diz o Sr. Chatzis.
Devido aos bloqueios e limitações nos serviços antitráfico, as vítimas tinham ainda menos chances de escapar de seus traficantes.
Com as fronteiras fechadas, muitas vítimas de tráfico resgatadas foram forçadas a permanecer por meses em abrigos nos países onde haviam sido exploradas em vez de voltar para casa.
Os serviços essenciais de apoio e proteção dos quais as vítimas dependem foram reduzidos ou mesmo suspensos.
"Quando as vítimas resgatadas estão se recuperando de sua provação, muitas vezes precisam de assistência regular como parte do processo de reabilitação e reintegração. Isto poderia ser assistência médica, psicológica, assistência jurídica ou acesso à educação e oportunidades de emprego", diz Ilias Chatzis do UNODC.
"Em muitos casos isto simplesmente parou, colocando os sobreviventes do tráfico em risco de serem re-traumatizados ou mesmo re-traficados, especialmente aqueles que perderam seus empregos e ficaram subitamente desempregados e destituídos", acrescenta ele.
Embora muitas partes do mundo tenham chegado a um impasse, a pandemia da COVID não retardou o tráfico humano.
"O crime prospera em tempos de crise e os traficantes se adaptaram rapidamente ao 'novo normal'". Eles responderam ao fechamento de bares, clubes e casas de massagem, onde a exploração pode ocorrer, simplesmente transferindo seus negócios ilegais para propriedades privadas ou online", acrescenta ele.
Em alguns países, policiais de unidades especializadas antitráfico foram transferidos de suas funções regulares para controlar os esforços nacionais para conter a propagação da COVID, dando aos traficantes uma oportunidade de operar com menor risco de serem detectados.
"A pandemia nos ensinou que precisamos desenvolver estratégias sobre como continuar as atividades antitráfico humano em nível nacional e internacional, mesmo durante uma crise. Esperamos que as conclusões de nosso estudo e suas recomendações contribuam para isso", diz Ilias Chatzis
Fonte: ONUDC
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Comunicado de Imprensa
11 julho 2021
UNFPA Circular do Dia Mundial da População 11 de julho de 2021
Contexto
A atual pandemia da COVID-19 expôs as deficiências nos sistemas de saúde em todo o mundo e causou sérias lacunas e desafios no fornecimento de informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva. Além disso, a realocação de recursos fora desses serviços está a afetar a saúde de mulheres e meninas.
Ao mesmo tempo, a COVID-19 exacerbou as desigualdades de gênero e a violência de género, com aumento da incidência da violência em situação de confinamento. Também há sinais de que o casamento infantil e a mutilação genital feminina estão a aumentar e não estão sendo mitigados, à medida que os programas para lidar com essas práticas prejudiciais foram interrompidos.
Os impactos económicos derivados da pandemia foram sentidos especialmente por mulheres e meninas, que geralmente ganham menos, têm empregos menos seguros e enfrentam maior risco de perder os seus meios de subsistência ou cair na pobreza. As mulheres também enfrentaram um fardo cada vez maior de trabalho não remunerado, empurrando muitas para fora do mercado de trabalho.
Nesse contexto, muitas pessoas expressam preocupação crescente com as mudanças nas taxas de fertilidade, que, em alguns lugares, parecem estar se acelerando devido à pandemia. Historicamente, o alarmismo sobre as baixas taxas de fertilidade transfere a responsabilidade para as mulheres, pelo menos implicitamente, sem levar em conta os desafios sociais e económicos mais amplos que tornam difícil para as pessoas terem o número de filhos que desejam. Em alguns casos, levou a medidas retrógradas, como a redução do acesso à interrupção da gravidez e / ou restrições à contracepção. Em locais com populações em crescimento, as respostas políticas prejudiciais para reduzir as taxas de fertilidade incluem o planejamento familiar coercitivo e a esterilização.
Nesse Dia Mundial da População, o momento é para aumentar a consciencialização para as necessidades de saúde sexual e reprodutiva das pessoas em todo o mundo. Este ano, o UNFPA chama a atenção para as necessidades e vulnerabilidades de mulheres e meninas em meio à pandemia global e para os esforços necessários para garantir sua saúde e seus direitos humanos.
“Nenhuma organização ou país pode fazer isso sozinho”, disse a Dra. Natalia Kanem, Diretora Executiva do UNFPA, num comunicado.
Riscos aumentados para mulheres
Em todo o mundo, as mulheres enfrentam uma variedade de riscos elevados devido à pandemia. Os profissionais de saúde da linha de frente - a maioria dos quais são mulheres - enfrentam um risco direto de adoecer devido ao COVID-19, por exemplo.
Mas mulheres e meninas fora do setor da saúde também enfrentam sérios riscos. Aquelas que precisam de serviços de saúde sexual e reprodutiva podem enfrentar ansiedade quanto à exposição ao vírus enquanto procuram atendimento - ou podem renunciar totalmente aos cuidados. Outras perderam o acesso a cuidados de saúde devido a restrições de movimento e serviços de saúde limitados.
Em alguns países, muitos hospitais e centros de saúde relatam o declínio no número de mulheres e meninas que recebem cuidados essenciais de saúde sexual e reprodutiva, incluindo serviços pré-natais, serviços de parto seguro e planeamento familiar.
O UNFPA e seus parceiros estimam que seis meses de interrupções significativas nos serviços de saúde podem resultar em 47 milhões de mulheres em países de rendimento baixo e medio sem anticoncepcionais, levando a mais 7 milhões de gravidezes indesejadas. O número de mortes maternas também deve aumentar.
O UNFPA está trabalhando para garantir o acesso contínuo a serviços de saúde reprodutiva.
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Comunicado de Imprensa
12 março 2021
Vacinas contra COVID-19 enviadas pela COVAX chegam a Cabo Verde
Cabo Verde recebeu sexta feira, 12, o seu primeiro lote da vacina AstraZeneca-Oxford, enviada através da Iniciativa COVAX, cujo processo resulta de uma parceria entre o Governo de Cabo Verde com a CEPI (Coalizão para Inovação na Preparação para Epidemias), GAVI ( Aliança Global das Vacinas) e OMS (Organização Mundial da Saúde), em parceria com a UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o Banco Mundial e outros.
Trata-se de um passo histórico para a realização do nosso objetivo de garantir a distribuição equitativa de vacinas COVID-19 em todo o mundo, e que já é considerada a maior aquisição e operação de fornecimento de vacinas da História da humanidade. Esta entrega faz parte do plano do governo acordado com o mecanismo COVAX, visando cobrir 20% da população do pais (111.372 pessoas) priorizando a populacao a risco.
Em 8 de março de 2021, a COVAX após submissão de documentação regulatória exigida a Cabo Verde, enviou através do UNICEF Supply Division 24.000 doses da vacina AstraZeneca, licenciada e fabricada pelo Serum Institute (PVT) Limited de Maharashtra, Índia, para Cidade da Praia, tendo o carregamento chegado ao Aeroporto Internacional Nelson Mandela nesta madrugada 12 de Março de 2021.
Este primeiro lote de 24.000 doses, que está incluído num lote maior de 108.000 doses para Cabo Verde previstas de chegar ao país até Maio 2021, permitirá ao país iniciar a campanha de vacinação contra COVID 19 que deverá ser dirigida aos grupos alvo identificados como prioritários.
Para vacinar esses grupos, o equivalente a 20% da população, Cabo Verde conta receber no âmbito da Plataforma COVAX, um total de 267.293 mil doses de vacinas contra COVID-19.
“Hoje é um momento de esperança renovada e um testemunho da solidariedade que o mundo precisa para responder aos desafios globais e ao sofrimento humano, social e económico trazido por esta pandemia. A chegada deste primeiro lote de vacinas Covid-19 a Cabo Verde no âmbito do COVAX Facility, uma parceria global com CEPI, Gavi, UNICEF e OMS, é um passo histórico para o país naquela que é a maior e mais complexa operação de distribuição de vacinas, da Humanidade. Há vários meses que o Governo de Cabo Verde e os parceiros da COVAX estão a trabalhar juntos para este momento fosse uma realidade. As Nações Unidas em Cabo Verde, continuarão a apoiar o país na implementação da vacinação a par das outras medidas de saúde e socioeconómicas já em curso. Agradecemos a todos os países e parceiros que contribuem para a COVAX pois só juntos poderemos conseguir recuperar desta crise e alcançar o desenvolvimento sustentável, não deixando ninguém para trás”, afirmou a Coordenadora Residente do Sistema das Nações em Cabo verde Ana Graça.
Para o Representante do UNICEF em Cabo Verde, Steven Ursino, “Trata-se de um momento crucial para o país, o culminar de vários esforços liderados pelo Governo de Cabo Verde para travar e prevenir a disseminação da pandemia e salvar vidas. Quanto mais pessoas forem vacinadas, mais rápido será o retorno gradual à normalidade. Saudamos o Governo de Cabo Verde, em particular o Ministério da Saúde, pelo empenho e a todos os parceiros que apoiam a COVAX Facility na sua missão de entregar vacinas seguras e eficazes contra a COVID-19 a todos os países e de forma rápida e equitativa. UNICEF reitera o seu compromisso em apoiar a campanha de vacinação e conter a propagação do vírus, em estreita cooperação com todos os parceiros.”
A OMS, através do seu Representante Hernando Agudelo, refere que “Para a OMS é um orgulho coliderar a COVAX juntamente com a Gavi, a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI) com o fito de acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas COVID-19 e garantir o acesso justo e equitativo para todos os países do mundo” . A OMS é a entidade normativa que tem vindo a acompanhar todo o processo incluindo recomendações sobre os grupos prioritários, de forma a assegurar que os profissionais de saúde e da linha da frente, pessoas com mais de 65 anos; e pessoas com problemas de saúde de risco subjacentes, sejam devidamente protegidos. O objetivo principal da COVAX é disponibilizar vacinas pelo menos ate 20% da população de todos os países participantes para a população de risco e que os s países de rendimento baixo e medio recebam estes 20% das vacinas gratuitamente, como em Cabo Verde, graças ao apoio financeiro prestado por vários países e doadores internacionais.”
Por seu lado, a Representante do Banco Mundial em Cabo Verde, Eneida Fernandes, considera que “Este é um dia importante para Cabo Verde. Com a chegada do primeiro lote de vacinas e o historial do país em campanhas de vacinação, o Banco Mundial está convicto de que o país será capaz de lançar rapidamente a sua campanha de vacinação contra a COVID-19 e promover a recuperação resiliente da população de Cabo Verde. Em conjunto com os parceiros, o Banco Mundial está a intensificar o seu apoio através do Projecto de Resposta a Emergências COVID-19 de Cabo Verde para apoiar na compra e distribuição de vacinas e no reforço dos sistemas de vacinação”.
De acordo com as autoridades nacionais, a vacinação terá início no dia 18 de Março e será implementada de forma faseada, conforme a distribuição por diferentes grupos prioritários, como sendo os profissionais de saúde, doentes crónicos pessoas com mais de 60 anos, profissionais que trabalham nos aeroportos e portos; profissionais trabalhadores do setor do turismo, professores e pessoal de apoio nas escolas; polícia nacional, forças armadas; profissionais do serviço da proteção civil e bombeiros. Segundo o plano nacional, os profissionais de saúde, que estão na linha da frente, serão os primeiros a serem vacinados.
Durante vários meses, os parceiros da COVAX têm vindo a apoiar o Governo nos esforços de preparação para este momento e vários passos essenciais foram dados, nomeadamente na confirmação dos critérios de autorização regulatória nacional relacionados às vacinas entregues, acordos de indemnização, plano nacional de vacinação, bem como outros fatores logísticos como autorizações especiais de importação. Os parceiros têm igualmente colaborado na preparação do país no que se refere à coordenação técnica e multissectorial, o desenvolvimento do Plano Nacional de Vacinação, apoio à infraestrutura da cadeia de frio, bem como armazenamento de seringas e caixas de segurança para seu descarte, máscaras, luvas e outros equipamentos para garantir que haja equipamento suficiente para que os profissionais de saúde comecem a vacinar os grupos prioritários, fazerem o seguimento e vigilância das manifestações adversas após injeção, entre outros.
De referir que a COVAX Facility é co-liderada pela GAVI - The Vaccine Alliance, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI), em parceria com a UNICEF, o Banco Mundial, e faz parte do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma colaboração global inovadora para acelerar o desenvolvimento, a produção e o acesso equitativo aos testes, tratamentos e vacinas COVID-19, garantindo que os países de rendimento baixo e médio possam igualmente ter acesso às vacinas, com o objetivo de não deixar ninguém para trás
A COVAX construiu um portfólio diversificado de vacinas adequadas para uma variedade de configurações e populações e está a caminho de cumprir com a sua meta de entregar pelo menos 2 bilhões de doses de vacina aos países participantes da Iniciativa em todo o mundo, em 2021, incluindo cerca de 1,3 bilhão de doses, financiadas por doadores, para os 92 países de rendimento baixo que integram a Iniciativa COVAX.
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Comunicado de Imprensa
24 fevereiro 2021
Elaboração do Plano de Trabalho Conjunto de 2021 - Workshop Nacional
Sendo este um dos principais instrumentos de planificação estratégica conjunta das Nações Unidas em Cabo Verde, este ano tem como prioridade apoiar o país nas respostas à COVID-19 e na recuperação dos efeitos da pandemia no quadro do Plano Nacional de Resposta e Recuperação da Economia. Para além disso, este instrumento reflete igualmente uma resposta concertada a outros desafios de desenvolvimento sustentável do país, ancorados nas Agenda 2030 e 2063, nos ODS, no PEDS nos compromissos da Ambição 2030.
Recorde-se que a elaboração do Plano de Trabalho Anula Conjunto (Joint Work Plan - JWP) é um processo participativo, realizado anualmente por todas as Agência das Nações Unidas e Parceiros Nacionais, tendo como foco principal a consolidação da planificação estratégica conjunta, em resposta às prioridades nacionais, a concretização da Agenda 2030 e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis-ODS.
Na lógica do que vem sendo a prática nos anos anteriores, este Workshop Nacional tem como um principais objetivos apresentar os principais resultados conseguidos em 2020, num ano particularmente desafiante de uma pandemia e seus efeitos na vida das pessoas e das instituições bem como rever e consolidar o processo de elaboração do Joint Work Plan para o UNSDCF, nomeadamente a revisão e validação das propostas de «ATIVIDADES TRANSFORMADORAS» para o ano de 2021.
Nesse encontro de planificação, que este ano decorre sob estritas regras de segurança sanitária devido à COVID-19, participam quadros técnicos dos diferentes ministérios e instituições públicas, dos municípios, da sociedade civil, do sector privado, dos sindicatos e das agências das Nações Unidas em Cabo verde, que irão discutir e aprovar as prioridades e acções para este ano de 2021 bem como o respectivo quadro orçamental.
O referido encontro contará com a presença da Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Graça, do Diretor Nacional dos Assuntos Políticos, Económicos e Culturais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Dr. Julio Morais, do Diretor Nacional do Planeamento, Dr. Gilson Pina, dos representantes das agências das Nações Unidas em Cabo Verde e de mais de uma centena de representantes das instituições e organizações nacionais parceiras, que participarão online.
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Comunicado de Imprensa
22 setembro 2020
Governo de Cabo Verde e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) organizam reunião intersectorial de alto nível para apresentação, consulta e validação dos indicadores de governança da migração (IGM) em Cabo Verde
A necessidade de encarar os desafios e aumentar as oportunidades que esta mobilidade traz foi reconhecida mediante a inclusão da migração na Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030, que destaca a contribuição positiva dos migrantes para o crescimento e o desenvolvimento inclusivos, entre outras, na meta 10.7: “Facilitar a migração e a mobilidade de pessoas de forma ordenada, segura, regular e responsável, inclusive por meio da implementação de políticas de migração planeadas e bem geridas”.
Para ajudar os países a entenderem como seriam as políticas de “migração bem geridas” na prática, a OIM trabalhou com o The Economist Intelligence, unidade que desenvolveu os Indicadores da Governança da Migração (IGM), e definiram um conjunto padrão de aproximadamente 90 indicadores, que ajudará os países a identificar boas práticas, bem como áreas com potencial para maior desenvolvimento.
Desde o seu lançamento, 68 países usaram o IGM para avaliar suas estruturas de governança da migração e sua respetiva política.
Cabo Verde foi convidado a fazer parte deste importante exercício dos Indicadores de Governança da Migração, neste sentido o Governo de Cabo Verde e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) organizam uma reunião Intersectorial de alto nível, dirigido às principais instituições nacionais ligadas à migração, que terá como objetivo apresentar, recolher os contributos e validar o relatório dos Indicadores de Governança da Migração (IGM) em Cabo Verde.
O encontro terá lugar no dia 23 de setembro, quarta feira, das 09:00 às 13:00 horas, no Salão de Banquetes do Palácio do Governo (Agenda em anexo).
O ato de abertura será presidido pelo Ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros - Dr. Fernando Elísio Freire, e conta, pela primeira vez, com a participação do Diretor Geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) - Dr. António Vitorino (via Video-conferência a partir de Genebra, Suiça) bem como, a Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde – Dra. Ana Graça e a Representante dos Estados Unidos da América, Dra. Carol Thompson O'Connell - Secretária Adjunta Interina, Escritório dos EUA para População, Refugiados e Migração (PRM) (via Video-conferência a partir de Washington, EUA).
Considerando as medidas impostas no contexto da pandemia, a reunião será realizada num formato semi-presencial, em que haverá participantes a atender a reunião pela via presencial e outros a participar de forma remota a partir da plataforma Webinar - BlueJeans. Deste modo, convidamos e agradecemos o órgão que V.Excia dirige para cobertura jornalística.
Agenda da reunião https://caboverde.un.org/en/media/50339
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